Em busca de drenar parte do sentimento, da tensão, da
ansiedade, do turbilhão de pensamentos que tomam conta de toda parte do meu
cérebro, eis que decido colocar isso tudo num blog, pra tentar organizar e
fazer um ‘backup’ de todos ou boa
parte dos momentos de uma história
diferente de todas que eu já vivi.
Era notável o nosso interesse um pelo outro, mesmo no meio de assuntos delicados como os citados no início era divertido conversar com ela, conhecer mais detalhes, ver como as coisas se encaixavam, a maneira como ela pensava, rir com as coisas malucas que a gente falava, então trocamos números de celular (percebe-se a intenção de manter contato constante, até quando não tinha acesso à internet). Foi aberta a temporada de SMS de emergência, canal de notícias exclusivo pra nos manter atualizados sobre qualquer assunto, ou simplesmente pra dizer um ‘bom dia’ ou um ‘boa aula’.
Algumas recaídas de falar ainda nos casos antigos, lembrar datas, citar frases, músicas, cheiros e lugares que lembravam algo, dar Ctrl C + Ctrl V em trechos de conversas que ainda aconteciam, nada ético da nossa parte, mas já havia uma intimidade que permitia tais ações, tais confidências que começaram a causar uma sensação diferente. Parecia que inconscientemente eram feitos testes, testes de sentimento, pra ter certeza se era isso mesmo e foi engraçado perceber como inevitavelmente sentia cada vez mais que não era só amizade, e tinha certo ciúme dela quando me contava sobre o que tava vivendo ou o que já tinha vivido lá, mas me neguei a levar a sério, preferi acreditar que eu estava confundindo e só estava sendo protetor de uma amiga que eu gostava muito.
Inspirado por uma excelente blogueira que atende por Issana cá
estou eu, quando deveria estar estudando pras provas dessa semana, mas enfim,
vamos ao que interessa...
Meu nome é Raul (sim, é por causa do Seixas), e graças ao universo, ao cupido online, às
forças dos códigos binários, aos pensamentos compactados em 140 caracteres e a
Deus, felizmente, amorosamente, malucamente, engraçadamente (ou não) tenho um romance
moderno pra lhes contar.
Bem... Através do
twitter em meados de Junho deste ano conheci uma moça linda, inteligente, bem
humorada, espontânea, educada, de bom gosto... (ok, parei rsrs) chamada
Mariana, que segundo informações dela me seguiu por sugestão do próprio site. Logo
começou a comentar alguns tweets meus de maneira muito simpática, então começamos
a interagir e fazer as perguntas básicas de tentativa de conhecer alguém melhor, costumeiramente pergunta-se idade, gosto musical, o que faz da vida, etc... viramos conhecidos.
Vez ou outra eu twittava algo sobre a minha vida, satirizando (de maneira carinhosa) algumas coisas como as pérolas do meu pai (coisas engraçadas que ele faz/fala
espontaneamente que são hilárias às vezes, acho que aí que ganhei a atenção
dela, em particular num comentário sobre meu pai assistindo 'Casos de Família' kkk), twittava sobre as coisas estranhas e/ou engraçadas que eu via na rua ou lamentando outras coisas como fracasso em
provas à paixão não correspondida e até mesmo algumas coisas que não estavam
acontecendo também, como é comum no site, só pela ‘zuera’, adaptando idéias que eu tinha pra escrever como opiniões do
‘personagem’ que eu criei, na mesma linha dos “<Insira um Rockstar> da
Deprê”. Na maioria das vezes Mariana complementava, ria das coisas, e de certa
forma acabava me motivando a tentar escrever mais coisas que causassem aqueles
tipos de interação.
É engraçado dizer que até mesmo na rede social eu me sentia
só, assim como na vida real naquele momento, mas a beleza do twitter é
justamente essa (no meu ponto de vista), ser e escrever o que quiser, sem se
preocupar com o que vão pensar disso ou daquilo, você reclama ou comemora e
ninguém vem te criticar, a guerra bom humor x mau humor entre você e você
mesmo, e era isso que eu fazia, mas só tive coragem de ser assim quando criei o
personagem fictício, perfil criado como uma brincadeira, pra ser um
anônimo fazendo piadas falando de sinceridade (nem sempre) e sobre as frustrações de um sincero, porque ninguém acredita quando a
gente fala a verdade, parece que somos programados pra acreditar nas mentiras
bem contadas mais do que nas verdades mal contadas, enfim... continuando...
Assim pudemos observar um ao outro sem as máscaras que a vida
social nos obriga a ter, sinceramente rsrs, mas como a vida virtual é muito
agitada, temos infinitas possibilidades de coisas pra ler, assistir, ouvir,
acabamos não dando continuidade nas conversas por alguns dias, mas eu sempre
lia o que aparecia sobre ela na minha 'timeline',
e provavelmente ela fizesse o mesmo (ou não).
No mês seguinte, em 17 de Julho gravei um vídeo fazendo cover
acústico de “Times Like These” do Foo
Fighters (abaixo, assista no final rs) e comecei a divulgar nas minhas redes sociais, a fim de receber as
vaias ou os elogios necessários para eu parar ou continuar tentando gravar
mais, sem pretensões de ser famoso, só por diversão e realização pessoal mesmo.
Dias depois ela me dá os parabéns, diz que gostou, perguntou se era eu mesmo no
vídeo, que eu poderia ter melhorado na iluminação do lugar (garota exigente) e assim
o tal vídeo foi o que gerou mais assunto pras nossas conversas, os elogios e
sugestões que eu recebia dos amigos, do pessoal no Facebook, dos familiares me deixaram muito feliz, (fiquei de atender alguns pedidos mas estou enrolando até hoje, não sou bom gente, não mintam pra mim kkk mas tenho algumas idéias e em breve volto a atacar de cover de alguém aí), voltando ao assunto, foi muito bom ouvir elogios de quem eu não esperava nem que fosse chegar a ver esse vídeo, ponto pra Mamá.
Uma semana depois estávamos
nós trocando DM’s (mensagens diretas/particulares no twitter) falando de vida
pessoal, de convivência com amigos e família e trocando conselhos de
relacionamento (somos bons em opinar quando não estamos vivendo a tal situação,
acho que todo mundo é assim) enfim, o papo era agradável e fluía naturalmente,
era o ponto alto do dia, a parte onde eu desabafava as angústias de uma paixão
não correspondida recente e ela parecia adorar ler o que eu escrevia e tentar
ajudar, até aí muito normal na vida de todo internauta acredito eu.
Devido à problemas com as DM’s, fizemos contato pelo chat do Facebook
(o que tornou a amizade um pouco mais real, deve ser pelo fato dos álbuns de
fotos e um clima mais pessoal e formal que o site tem), por onde pudemos nos
aprofundar nos assuntos que nos tiravam o sono no momento, na tentativa de
compreender melhor o caso de cada um e ajudar de uma maneira prática e efetiva aí continuamos falando do meu ‘drama’ e do quanto eu gostava
dessa tal garota (combinamos não mais falar no nome dela), que eu não podia
mais pensar em outra, que eu ia ser paciente e conquistá-la, bla bla bla bla e a
tal garota me fazendo de gato-e-sapato e eu não me dava conta. Sempre Mariana com
frases firmes, a minha orientadora me dando as ordens, as coordenadas, mas
nenhum plano de mulher pra conquistar outra parece dar certo, ou simplesmente
não era pra ser.
Depois de passados os meus momentos de desespero e quando eu
me sentia melhor, a gente falava da ‘novela mexicana’ dela, que era o namorado
que ela não queria, que gostava de outro (não citarei nomes), que não sabia o
que fazer, que a vida tava difícil... foi aí onde eu comecei a conhece-la
melhor, era a vez do Raul orientador e sóbrio nas idéias entrar em ação, fazendo
a análise dos fatos, exatamente como ela fazia comigo (somos bons nisso, ou nem
tanto rs), levando palavras de conforto e colocando os pensamentos dela no
lugar. (convencido rs).
Passamos semanas discutindo sobre os fatos do dia-a-dia, sobre
como as coisas pareciam não fazer sentido, sobre como era frustrante começar a
dar certo e de repente tudo voltar a estaca zero, uma eterna senóide, foram
muitos altos e baixos, a esperança e desespero nosso (ou meu) de cada dia.
A cada conversa a gente tinha uma coisa nova pra contar e
pedir a opinião do outro, era a primeira coisa antes de qualquer ação ou de
planejar algo, saber a opinião da pessoa que tanto ajudava a organizar as
idéias, pensar fora do problema, ‘fora da caixinha’, realmente parece
impossível enxergar as coisas mais óbvias quando a gente tá apaixonado e
confuso.
Muitos, mas muitos estudos de caso, tava parecendo um projeto
de pesquisa de estudantes de psicologia rsrsrs, eram elaborados os ‘planos de
ação’ que nunca davam certo e a gente acabava ficando frustrado, ‘recalculava’
tudo, mudava algum detalhe, mudava a estratégia, parecia que não era pra dar
certo (e na verdade não era mesmo, ainda bem), mas não queríamos enxergar isso,
ou apenas evitar o inevitável, negar que em meio aos descasos e toda a confusão
que as pessoas que a gente gostava nos causavam no fim tudo ia ficar bem, mas
era claro, era evidente que o nosso caminho não era aquele onde tanto se insistia
que desse certo.
Tudo conspirava pra que cada vez mais fossem expostos os
sentimentos, os pensamentos diversos, o mostrar-se um pro outro sem aquela
pressão de querer impressionar, porque o objetivo não era esse, era o desabafo,
era a amizade. E quando estamos mal e alguém quer saber do seu problema, te
ajudar, você acaba sendo a pessoa mais sincera que jamais imaginou que poderia
ser, por isso se conversava sem segundas intenções, o coração era aberto,
escancarado, e o amigo entrava pra olhar e tentar arrumar, realmente com o
objetivo de ajudar o outro a se acertar, mas passamos a conhecer os pontos de
vista de ambos sobre o que pensava sobre relacionamento, o que sentia, como era
lidar com aquilo e o que esperava do futuro, quais eram os gostos musicais, os
objetivos profissionais, os sonhos de consumo, a rotina, o que era agradável
aos nossos olhos, os hobbies, as histórias malucas e coisas mais.
No desenrolar dessas conversas, nos conhecendo, chegamos a
dizer um ao outro “sempre estarei aqui
pra te ajudar, conte comigo nem que seja só pra desabafar...” (e tem sido assim mesmo) nos ajudamos a manter a calma nos momentos de tensão, parece que quando conto a ela algo que me aflige, ela faz passar, o medo vai embora, é incrível, a segurança que ela me transmite nas mensagens, na voz, no olhar... Ficaria páginas e páginas descrevendo o bem que ela ma faz, mas vamos continuar com a história... continuemos.
Todos os
dias surgia uma história diferente, sobre relacionamentos anteriores e o como
havia terminado, na maioria absoluta com fim entristecedor, mas isso era
tratado com humor, o nosso humor, somos engraçados juntos (acreditem) e a direção dos assuntos deixou de ser as lamentações, o foco
passou a ser nós dois, e o que já havia acontecido na vida em todos os setores,
as lembranças boas, os fatos marcantes, como era a família de cada um, os costumes, os sobrenomes... passinhos imperceptíveis que nos afastavam
de tudo e nos aproximavam cada vez mais, naturalmente.
Era notável o nosso interesse um pelo outro, mesmo no meio de assuntos delicados como os citados no início era divertido conversar com ela, conhecer mais detalhes, ver como as coisas se encaixavam, a maneira como ela pensava, rir com as coisas malucas que a gente falava, então trocamos números de celular (percebe-se a intenção de manter contato constante, até quando não tinha acesso à internet). Foi aberta a temporada de SMS de emergência, canal de notícias exclusivo pra nos manter atualizados sobre qualquer assunto, ou simplesmente pra dizer um ‘bom dia’ ou um ‘boa aula’.
Algumas recaídas de falar ainda nos casos antigos, lembrar datas, citar frases, músicas, cheiros e lugares que lembravam algo, dar Ctrl C + Ctrl V em trechos de conversas que ainda aconteciam, nada ético da nossa parte, mas já havia uma intimidade que permitia tais ações, tais confidências que começaram a causar uma sensação diferente. Parecia que inconscientemente eram feitos testes, testes de sentimento, pra ter certeza se era isso mesmo e foi engraçado perceber como inevitavelmente sentia cada vez mais que não era só amizade, e tinha certo ciúme dela quando me contava sobre o que tava vivendo ou o que já tinha vivido lá, mas me neguei a levar a sério, preferi acreditar que eu estava confundindo e só estava sendo protetor de uma amiga que eu gostava muito.
Os laços se estreitavam, ficavam mais apertados, mais firmes,
mais reais, até que decidimos dar fim nos problemas que estávamos vivendo, que
de certa forma só persistiam pelo nosso apego a eles, feito isso, chega ao fim o
momento turbulento e o sofrimento compartilhado e onde começam as indiretas em
tom de brincadeira, mas no fundo era tudo verdade, pelo menos da minha parte. Eu
finalmente desisti de correr atrás da garota que eu gostava, e dei conselhos
sérios pra que ela desse fim também nas confusões amorosas dela, uma coisa que normalmente eu não fazia, sou imparcial e não gosto de colocar idéias na cabeça de ninguém,
apenas ajudar a nortear, mas eu sentia que não podia ser assim nesse caso,
chega de perder as oportunidades que a vida oferece, essa mulher tem que ser
minha e pra minha felicidade já era vontade dela acabar com tudo o que não era conveniente. (fogos de artifício, rojões, cambalhotas, música de final feliz, yesssss)
Um belo início de história de relacionamento não é mesmo meus
amigos!? Se não fosse pelo pequeno detalhe dela morar em Brasília – DF e eu em
São Paulo – SP, detalhe que nos fez comentar que era pra continuar em tom de
brincadeira, não podia ser mais que aquilo, namoradinhos das redes sociais ok? (risos). Concordei, claro, aí depois de ler tudo isso você para e pensa: "ai, perdi meu tempo, acabou, não tem como vencer essa distância" mas não é bem assim que a história se sucede daqui
pra frente... Senhores passageiros do A Million Miles Away apertem os cintos e boa viagem (risos), não, péra...
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